Porque jornalistas são bons redatores

Não há profissão certa para se tornar um redator web. Em tese, qualquer um que escreva bem pode se aventurar por esse universo.

Antes que você me pergunte se eu estou vendendo meu peixe, vou logo respondendo que é claro que estou! Mas eu tenho argumentos para isso 😉

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Antes de mais nada, meu objetivo não é difundir a ideia de que profissionais de outras áreas não podem ser bons redatores. Do contrário, há até jornalistas que não lidam bem com essa função.

Quando eu entrei na faculdade de Jornalismo, nas primeiras aulas com um tal de Fernando Lacerda, eu aprendi sobre como eu era – e deveria mesmo ser – ávida por qualquer informação.

Ao longo do tempo, aprendi que tudo bem selecionar aquilo que a gente mais gosta de ler ou, até mesmo, aquilo em que a gente pode investir nosso tempo lendo.

Mas havia esse pensamento de que o futuro jornalista deveria gostar de devorar jornais! sempre buscar mais de uma fonte de informação! compararquestionar! e etc! Coloquei “exclamações!” em tudo isso porque essa ideia me era vendida com muita empolgação e eu comprava feliz.

No fim das contas, não sei se meus motivos para a compra eram mesmo jornalísticos. Hoje, acompanhando colegas que exercem a profissão, eu penso que não estaria em condições de fazer o mesmo. Não por falta de habilidades (talvez um pouco), mas por falta do fator vocação mesmo. Ou algo do tipo…

O que eu demorei a perceber é que minhas razões envolviam meu desejo constante de aprender.

Aprender é algo que todo jornalista faz. O tempo todo. Sobre tudo o que lê, acompanha, escreve, relata, noticia. Todos os dias. Outros profissionais também devem ter algo similar em sua rotina, mas não acho que seja um conhecimento tão plural.

E é disso que eu gosto. E é isso que me faz ler sobre ferramentas de TI como aliadas da gestão de pessoas e dizer “uau! Preciso saber mais sobre isso!”.  É isso que me faz ficar verdadeiramente feliz por escrever um post sobre ataques de ransomwares também.

Quando escrevo sobre educação, por exemplo, vou em busca de TED Talks que possam inspirar os alunos – meu público. Chego a prender a respiração sem perceber, pensando em como arrumar tempo para assistir a essas palestras fascinantes, de áreas que eu jamais pensei em estudar.

E é essa sede – por informação ou conhecimento – que faz de mim e de outros jornalistas bons redatores. Quase que naturalmente, essa vontade de entender aquilo o que estamos noticiando/escrevendo faz com que, por consequência, nossos textos sejam claros e bem embasados.

Em outras palavras, eu estou mesmo é falando de apuração, uma arte que os bons jornalistas dominam bem.

Indo além, vou dizer que jornalista tem (ou ao menos, deveria ter) compromisso com a verdade e uma preocupação constante com a própria reputação. Assim sendo, são boas as chances de que não escrevamos qualquer coisa só para atingir o número de palavras em um texto.

É regra? Não. Como eu disse lá no começo, existem jornalistas que não se entendem com essa ideia de redação web. E existem profissionais das mais diversas áreas que escrevem com facilidade sobre os temas que dominam ou sobre outros temas quaisquer.

Mas o post de hoje é (só) sobre os jornalistas mesmo.

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