O papel do freela na educação do mercado

Sobre a responsabilidade que o freelancer tem de preparar sua clientela para entender sua dinâmica de trabalho (e sobre como não dá pra fazer isso sem levar a vida de freela a sério)

Se você, como eu, trabalha com marketing de conteúdo, conhece a ideia por trás de educar o mercado sob o mesmo viés que nos trouxe até este post. Se atua em outra área como freela, não se preocupe, você também carrega essa responsabilidade 😉

Marketing de conteúdo, freela & o mercado

O marketing de conteúdo, dentre outras questões, entende que é preciso criar relevância e agregar valor junto e para alguém que seja um cliente em potencial ou um cliente de fato, que pode se tornar um evangelizador da marca.

Essa explicação sucinta basta para entender que um conteúdo informativo e que seja realmente útil para as pessoas não só as ajuda a encontrar soluções para os seus problemas. Mas ajuda a marca a ir apresentando seu produto para o mercado e educando-o quanto sua finalidade, valor e etc.

Como você deve saber, o marketing de conteúdo tem atraído a atenção de muitos ao longo dos últimos anos. Spoiler de porque isso acontece: porque, quando amparado por estratégias sólidas, funciona muito bem. E foi essa popularidade que aumentou a demanda por profissionais de conteúdo, como euzinha que vos escrevo.

Inclusive, já contei que foi nessa debandada de pessoas saídas de empregos formais ou até do desemprego que eu também entrei no universo da produção de textos para ganhar a vida.

A questão é que ainda que mais pessoas tenham buscado atuar como freelancer ― seja em razão de alguma instabilidade da economia ou qualquer outro motivo ―, o mercado ainda não está educado o bastante para lidar com os freelas. E, segura a bomba, parte da culpa é justamente dos freelas!

Freela (integral ou complemento de renda) é trabalho sério

Ainda há (e não há problema nisso) pessoas que buscam freela como forma de complementar a renda. Diferente de mim que tenho essa como minha atividade integral. Por um lado, o problema reside em deficiências compreensíveis de negociação por parte de quem tem pouco tempo de experiência como freela. Felizmente, querendo, a gente melhora nisso!

Por outro lado, o problema — e é esse o que mais me incomoda — reside em freelas que encaram seus freelas como “meros” bicos. Bora entender!

É natural, em razão do costume de nossa sociedade em relacionar o trabalho à relação direta entre funcionários e empresas/patrões, que contratantes, familiares e ~todo mundo que está fora do bolo~ tenham dificuldades em assimilar como é a vida de freelancer.

Não faz lá tanto tempo que eu ganho a vida dessa forma, mas um ano deveria ser o suficiente para que pessoas próximas parassem de me enviar ofertas de emprego que viram por aí sem qualquer conhecimento prévio do meu interesse ou não de voltar ao mercado tradicional. Desabafo feito, texto que segue…

A questão é que quem está ~ dentro do bolo ~ e também não assimila o universo freelancer, ou seja, quem trata freela como bico, em nada contribui para espalhar a verdade verdadeira de que freelancer é trabalho de verdade.

E, como um trabalho de verdade, deve ser tratado como tal por todos os envolvidos. As regras são diferentes? São. Quando escrevi aqui sobre a importância do planejamento na vida de freela, apontei questões como a inexistência de férias remuneradas ou atestado médico. E há outros fatores que diferem também daquilo o que parte do contratante.

Ser freelancer é se deparar com a dificuldade que é explicar para os clientes que não dá para fazer o trabalho na hora que ele quer, que você não está em casa a toa o dia inteiro, que seu trabalho vale bem menos do que o de um funcionário ou que o universo dos freelas é mais sem regras que a internet.

E quem quer que os contratantes entendam essas e outras dores nossas (dá cá um abraço, gente), precisa fazer sua parte para ir educando o mercado. E simplesmente não é possível fazer isso encarando freela como um mero bico, sem seriedade ou compromisso.

Tá comigo?

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